Eu quero o pôr do sol
No delírio dos amantes,
Quero o nascer da primavera
Quero o nascer dos sonhos, os anseios
Quero os desejos irresistíveis
Quero viver deliciosamente os momentos
Quero o ontem no hoje, o hoje de ontem
O amanhã do futuro passado...
O amor inconstante, as emoções errantes
Nossos anseios, sem freios, do nosso ser.
Vera Costalonga
23/9/1995
A calma ao envolver-me,
aconchegar-me em teus braços,
Contrasta com fevor das tuas veias
no contato com tua pele,
Envolve-me lentamente,
em carinhos e afagos
numa ansiedade intensa
quase ofegante,adrenalina,
Fecho os olhos e te sinto,
seguro e forte,másculo,
Desvenda em cada gesto
minha alma meus segredos.
E num turbilhão de emoções
quase que sem querer,
sem ao menos perceber
rendo-me a tua figura de homem.
Vera Costalonga
2/7/1996
Manhã de orvalho, Cristais raros,
Brilhando na vida, cansada, ferida
Devagar você foi iluminando minha vida,
Como um alvorecer de madrigais,
Resplandecendo de beleza,
Como o florescer dos ipês,
Colorindo o mundo de beleza,
Colorindo meus dias de alegria
A ternura dos teus olhos
Desvendou tua personalidade,
E retratou de ti teu melhor sentimento.
Deixe-me levar pela tua doce presença
Encanta-me tua douçura, serena
Esqueço que amar é tormento.
Sem demora, sem memória,
Sem herói, sem guerras,
Coragem intrusa
Inconsciente, consciente.
Vida em confusão,
Sem sonho, sem música,
Sem som, sem nota,
Sem realidade, sem ficção
Soltos, perdidos
No tempo, no espaço,
No universo infinito.
Vera Costalonga
1992
Varre onda,
A praia do meu coração,
Leva as dores os entulhos,
Guardados na solidão.
Varre onda
Carrega minhas máculas,
Deixa limpa e branca,
A praia do meu coração.
Porque essa praia quer vida,
Quer beleza infinita,
Imensa com o teu mar
Porque essa praia quer sol,
Seu brilho refletindo nas águas,
Imensas do teu mar.
Vera Costalonga
1992
Hoje eu acordei cinza,
Olhei no espelho e não gostei,
O meu tempo estava nublado,
Emburrado, cinza!
Procurei o motivo,
Do meu mundo cinza,
Mas, meu “eu” nublado,
Não quis revelar...
Perguntei pro meu consciente,
Já que meu “eu” se recusou,
Meu inconsciente! Calou.
Quem consultar, então?
Apelei, pro meu inconsciente,
Este, respondeu que meu consciente
Não registrou, então...
Ele nada tinha a dizer.
Ninguém conseguia explicar,
O cinza do meu dia,
Consultei meu coração,
Este tranqüilo explicou, não é grave
È só melancolia...
Vera Costalonga.
23/05/91
You are my love,
You are my dream
You are my star,
You are my heaven
You are my night
You are my day,
You're my morning
You are my sunshine,
You are my moonlight
You are my fire
You are my desire,
You are my sin,
You're my angel,
You are my diamond
You are my reason,
You are my feelings,
You are my thinker
You are my eternity
You're my autumn
You're my fever
You are my spell
You are my heaven,
You are my world
You are my life.
Where are you?
Vera Costalonga
26/01/2008
Deus sabe com eu gostaria,
De adormecer e não mais acordar,
De não sofrer mais com teus erros,
De não mais com você decepcionar-me.
Deus sabe como eu gostaria
De não ter mais ciência,
De tuas inconseqüentes aventuras,
De tua instabilidade emocional.
Deus sabe como eu gostaria,
De ter em você alguém diferente,
Sensível, sincero, verdadeiro.
Deus sabe como eu gostaria,
DE ter um relacionamento tranqüilo,
De ter nossa vida por inteiro.
Essa poesia foi escrita no dia 31-6-2003.
Numa fase difícil de relacionamento.
Presidente Prudente
Vera Lucia Costalonga
18/03/2008
Era uma tarde fria de outono,
As folhas que caiam,
Traziam a melancolia do dia, contrastando
Com a melancolia fria da minha alma.
Era um dia perfeito,
Para passar a limpo,
Meus dias, até então
Tudo parecia tão longe.
Sentia meu amor cansado,
Meu coração enfraquecido,
Culpa das decepções, por certo.
Ou não, talvez a melancolia
Daquela tarde de outono,
Trouxesse o outono da minha alma.
Esse poema foi escrito em presidente Prudente, numa manhã de outono. No dia 3/10/2007.
Presidente Prudente
Vera Lucia Costalonga
Vaga
O que vejo,
Que penso,
O que não digo que calo,
Que vaga,
Na vaga
Que quebra na praia,
deserta da alma,
sedenta de calor,
De aventura,de sol,
De luz,que clareia e,
transforma a tudo
em brilho fugaz ,
Que incendeia
a rua escura da alma,
Que busca nua
um lugar pra esconder
a vaga que vaga,
Que vai e que vem,
Sem ninguém,solitária,
Num curso que busca,
Infinita vida vaga,
Que vaga na vaga,
Que quebra na praia
Vaga da alma.
Escrita no dia 10/10/2009
Na pizzaria Agua na Boca
em Pirapozinho,com meu marido
Depois do Aniversário de um
amigo.
vera lucia costalonga
15/10/2009